
O sistema tributário brasileiro prevê diversas situações em que determinados rendimentos não sofrem incidência do Imposto de Renda. Essas hipóteses estão previstas no artigo 35 do Regulamento do Imposto de Renda (RIR/2018), que lista benefícios e valores recebidos pelo contribuinte que são considerados isentos ou não tributáveis.
Compreender essas regras é essencial tanto para empregadores quanto para profissionais da contabilidade, pois evita erros na tributação, retenções indevidas e inconsistências nas declarações fiscais.
A previsão encontra-se no artigo 35 do Regulamento do Imposto de Renda, que dispõe:
São isentos ou não tributáveis os rendimentos originários do trabalho e assemelhados nas hipóteses previstas na legislação.
O dispositivo detalha, em seus incisos e alíneas, diversos benefícios e valores que não integram a base de cálculo do imposto.
Entre os rendimentos relacionados ao trabalho que não sofrem incidência de Imposto de Renda, destacam-se:
Não integra a base de cálculo do IR a alimentação fornecida gratuitamente ao empregado. Isso inclui
Desde que o benefício seja fornecido como auxílio ao trabalhador e não como substituição de salário.
Também é considerado rendimento isento ou não tributável:
O objetivo é viabilizar o deslocamento entre residência e trabalho, sem caracterizar ganho salarial.
Quando o empregador fornece uniformes ou vestimentas necessárias ao exercício da atividade profissional, esses itens não são considerados remuneração tributável.Exemplos comuns:
As diárias destinadas ao pagamento de alimentação e hospedagem em deslocamentos profissionais também são isentas, desde que:
O artigo também prevê a isenção de determinados benefícios pagos pela administração pública, como:
Embora o artigo 35 estabeleça hipóteses de isenção, é necessário observar alguns pontos relevantes:
✔ Quando o benefício substitui parte do salário, pode ser considerado remuneração tributável.
✔ Se o pagamento exceder a finalidade indenizatória, pode haver incidência de Imposto de Renda.
✔ O correto enquadramento depende da natureza do benefício e da forma de concessão.
Por isso, a análise contábil e fiscal é fundamental para evitar autuações ou recolhimentos incorretos.
A correta interpretação do artigo 35 do Regulamento do Imposto de Renda permite:
Empresas que utilizam benefícios como alimentação, transporte e diárias devem contar com orientação contábil para garantir que esses valores sejam classificados corretamente como isentos.
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